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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

p/ Jean Maicon

Eu não sei até quando suportarei essa distancia. O monitor não tem a mesma textura que sua pele, mas nada posso fazer a respeito disso. Estou impossibilitada, eu já tentei fazer alguma coisa, mas o sentimento que me sobra depois é de impotência, porque nada consigo fazer! 
A vontade que me dar é voltar no tempo pra te ter em meus braços de novo, só não faço isso porque depois teria que suportar tudo de novo. O nosso beijo de despedida, o aperto no coração sempre que a saudade aperta e o pior de tudo que é te ver sem poder te tocar e ficar limitada somente a sua voz! 
Jéssica Cerqueira

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nem sempre o amor é tão fácil! (05)

Manuella narrando:

"Eu estou correndo, algo me persegue, mas estou apavorada demais para olhar pra trás e ver o que me apavora tanto. Não vejo ninguém por perto para pedir socorro, a única escapatória que eu vejo é correr, eles se aproximam de mim, posso sentir seus passos não muito longe de mim e sua respiração ofegante enquanto tentam me alcançar. Continuo correndo, não vejo chão mais a frente, o grito para em minha garganta, não consigo gritar, o pavor toma conta de mim e me cala. O espaço sem chão está se aproximando, eu não posso parar, não posso deixar eles me pegarem.Minha mente identifica que aquilo é um penhasco, não irei sobreviver. Continuo correndo até não sentir mais o chão sob meus pés, estou caindo...Posso sentir o vento em meus cabelos, e o infinito me puxando, me puxando pro fim do penhasco...pra morte...Meu corpo começa a se debater tentando agarrar algo que possa ser minha esperança, minha segunda chance para a vida. Alguém me chama, a voz é conhecida, viro-me para que essa pessoa me salve"
_Manuella acorde, você vai perder a aula- a voz soa quase como um berro em minha porta, seguida de batidas fortes
Eu acordo no susto e em um pulo me coloco de pé, estou suada, pareço não lembrar como vim parar aqui, minha roupa não está totalmente seca, eu olho para tudo em meu redor e finalmente me vem a lembrança da noite passada.
_Você vai perder o ultimo dia -Grita a voz irritada do outro lado da porta e quase a arranca com suas batidas impacientes

Não há tempo para fazer nada.Eu pego a minha toalha e rapidamente abro a porta do quarto com as coisas na mão para o meu banho.

_Até que fim, estou te gritando a um tempão - ela diz abrindo caminho para mim
Eu a ignoro e vou direto para o banheiro, lá eu tomo um banho rápido, prendo o cabelo em um rabo de cavalo e coloco o uniforme da escola.
Eu peguei a minha mochila e quando passei pela cozinha peguei uma maçã.
_To saindo - gritei para minha mãe e logo depois fechei a porta.
A minha escola ficava a pouco mais que 40min caminhando, eu não iria conseguir chegar a tempo, já estava atrasada 5min e a tolerancia é de 15min.
Eu me esforcei pra caminhar rápido e fui pensando em uma desculpa para conseguir entrar na aula. Não via ninguém indo pra escola.
_Quer uma carona manu? - ele para com a moto proxima a mim e me olha enquanto espera minha resposta
_Marcelo? - eu paro e fico olhando para ele surpresa
_Não, Jesus cristo - ele me entrega o capacete e sorri amigavelmente pra mim
Eu subo na moto e coloco o capacete sem falar nada.
_Se segura, vamos rápido porque eu percebi que você está atrasada - ele liga a moto
_Por favor - falo e coloco meus braços em volta da cintura dele
Fazia um certo tempo que eu não via Marcelo, a ultima vez que eu o vi foi no ano novo, nossa familia é bem proxima e passamos o ano novo juntos. Eu senti falta dele e fiquei surpresa em ve-lo por aqui, perdemos o contato por conta da mudança dele, ele se mudou com os pais para New York e desde então não nos falamos. O fato dele estar de volta a cidade ainda me surpreendia e essa era uma história que eu iria querer saber depois, quando eu não tivesse atrasada pra uma prova que provavelmente não me sairia bem por conta de não ter estudado.
Marcelo nunca foi muito normal pra idade dele, lembro que desde os 14 anos seus musculos já começaram a se desenvolver, isso causava inveja nos meninos e falta de ar nas meninas, ele é apenas 3 anos mais velho do que eu, antes de ele ir embora estavamos bem proximos e ele dizia gostar de mim.
_Prontinho - ele diz parando a moto em frente a minha escola
_Muito obrigada, - saio da moto e olho em meu relógio -
_Vamos nos encontrar mais tarde né? - ele segura em minha mão
_hm, eu vou viajar hoje a noite. -falo olhando pra mão dele que ainda segura a minha

sábado, 8 de janeiro de 2011

Nem sempre o amor é tão fácil! (04)



Rodrigo narrando:

Eu não sei quem ela pensava que era, também não sei o que ela é capaz de fazer para que eu seja dela. Pelo menos agora a manu estaria em segurança, já tava ficando difícil enrola aquela pirada.
Eu tranquei a minha porta e deitei na cama! O que aconteceu com a Manu? Eu não costumava dar valor a ela, e só agora eu pude perceber que ela me faria falta. Será que é preciso perder para começar a dar valor?
A minha mente nessa hora não era a melhor amiga que eu poderia esperar, manuella não saia de minha mente, tudo estava muito vago pra mim ainda. Não sabia se deveria tentar voltar com ela depois de tudo que eu a fiz passar. Meus olhos começaram a pesar e eu cai no sono.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nem sempre o amor é tão fácil! (03)

Débora narrando:

Eu fechei a porta e me joguei na cama da rafa(irmã de Rodrigo), ela ficou me olhando surpresa.
_O que aconteceu? - disse virando a cadeira do pc pra mim
_nada, vou pra cada.- me despedi dela e fui embora o mais rápido possivel
A minha casa era ao lado da casa deles, talves seja esse o motivo dela ser minha melhor amiga de infancia e eu estar sempre por lá! Porque ele fez isso comigo? Esses ultimos dias ele não estava sendo tão atencioso a mim, mas eu pensei que isso fosse passar logo.Ele nunca negou uma noite comigo e nunca me tratou daquele jeito. Será que devo ligar pra ele ou seria humilhação demais?
Não demorou muito e eu já estava em casa.
Ele não vai me dispensar assim, eu acabo com a vida dele e daquela vadia
Eu soltei uma risada maléfica e tranquei a porta do meu quarto.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Nem sempre o amor é tão fácil! (02)

Rodrigo narrando:


Eu não estava conseguindo acreditar que eu a tinha deixado escapar, Manuella estava comigo a um certo tempo já, eu agora podia sentir na pele a falta que ela iria me fazer!


Eu ainda estava na chuva e a essa hora eu já não conseguia vê-la correndo, ela já tinha sumido de minha visão, eu pude ouvir uma buzina e um jato de água vindo em minha direção, o carro estava em alta velocidade e sumiu rapidamente de minha visão e com isso tudo que eu podia ver era uma rua enorme e deserta. Eu olhei para trás ignorando a minha roupa encharcada e vi que vinha um ônibus um pouco distante, eu corri para o outro lado da rua e entrei no ônibus! As poucas pessoas que estavam no ônibus me olharam de imediato quando me viram entrar no ônibus daquele jeito, eu fui pro ultimo bando, me sentei, fiquei olhando pela janela e  o pouco que eu podia ver era carros passando.

o que será que a fez surtar daquele jeito? e que papo era aquele de namoro forçado?
Eu não conseguia entender o que tinha acontecido até agora, as ruas que eu via agora já eram conhecidas, estava perto de casa. Eu fiz sinal pra descer em casa e em pouco mais que 5 minutos eu estava abrindo a porta da minha casa. 
Minha mãe estava na cozinha e não me viu chegar, eu não quis chamar atenção e fui para o meu quarto em passos leves, entrei no banheiro e liguei o chuveiro, entrei no chuveiro com a roupa em que estava e deixei a água quente cair sobre mim, aos poucos eu fui me livrando das roupas encharcadas até terminar o meu banho.
- escutei batidas na porta do banheiro -_Rodrigo,Rodrigo...
_Que foi mãe? - respondi desligando o chuveiro -
_Você está bem? - a voz dela era preocupada-
_Estou, vou terminar meu banho e dormi - eu não poderia encara-la, ela ia querer respostas.
Eu me enrolei na toalha e esperei o barulho da porta do meu quarto fechando, eu sai do banheiro e ainda de toalha procurei por uma roupa seca.
Eu coloquei uma box e ouvi um barulho de passos dentro do meu quarto, me virei rapidamente e soltei um suspiro de alivio.
_O que você faz aqui? - eu a perguntei sem muita paciência -
Ela trancou a porta atrás dela e veio se aproximando de mim. Eu continuei procurando a minha roupa enquanto ela se aproximava.
_Você chegou cedo, pensei que ia demorar mais pra se livrar daquela idiota - ela disse me virando pra ela
_Não fala assim dela, Débora, ela tem se mostrado ser muito melhor do que você! - enquanto eu falava eu ia andando pelo quarto pra arrumar minhas coisas pra dormi ignorando a presença dela.
_Eu não preciso me mostrar melhor que ela, eu sei que eu sou. Tanto é que você se livrou dela pra vim ficar comigo - ela colocou as mãos dela em minha nuca e me beijou
_Saia do meu quarto - eu disse me afastando dela e me aproximando da porta.
Ela não entendeu muito bem a minha reação, Débora costumava ficar sempre aqui em casa porque era amiga de minha irmã. Ela sempre foi apaixonada por mim e aceitava ser minha amante porque pensava que um dia eu iria largar Manuella pra ficar com ela!Com um ódio quase mortal que tinha por Manuella, ela dedicava a vida dela em tentar me separar dela.
Eu abri a porta do meu quarto e fiquei esperando ela sair, a minha mãe estava passando no corredor nessa hora e percebeu a raiva que eu estava.
_Porque essa raiva toda filho? -minha mãe olhou pra nós dois sem entender muito bem o que se passava
_Nada, eu já disse pra ela que o cd não está comigo, ela já está de saída. - menti
Débora não falou nada e só fez sair do meu quarto e fechar a porta do quarto da minha irmã deixando um pouco da raiva dela transparecer.